segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

quatro paredes, um abraço, uma fotografia...

Uma explosão indivisível de sentimentos perpassa o meu corpo à medida que o dia passa. Uma sensação melíflua que encarcera os meus sentimentos numa prisão de saudade. 
Provoca inúmeros efeitos colaterais. 
Continuo nesta viajem sem volta ao infinito. 
Uma interiorização exteriorizada que busca respostas para as dores mundanas através do amor. 
Cai no penhasco sentimental e descobri o que há lá no fundo. 
E aqui o meu corpo fatalmente encontra-se com o chão esburacado, repleto de pedrinhas pontiagudas que me ferem no exato momento da queda. 
É assim quando se cai dos braços do corpo amado e se exclama o êxtase divino que nunca me solta; pois tal tropeço é mais dolorido do que qualquer outro, dilacera não só o meu corpo, alma e espírito, mas também o meu coração. 
Tal sentimento que aguça a curiosidade e satisfaz a fome de prazer é uma droga da qual sou perdidamente viciado. 
Não há outra definição para o amor senão esta, aquelas pequenas coisas.
Mesmo quanto morno, traz o calor do outro corpo; mesmo quando selvagem, traz a calmaria de um barco à vela. É tão contraditório que faz sentido, tão impressionante que torna a vida diferente, um toque de sabor especial. 
Está além dos meus controles, é algo tão instintivo que só poderia ser humano, tão forte que só poderia ser parte da vida; na verdade, sentir alguém dentro de nós é apenas um gostinho da imensidão universal que é um amor verdadeiro. 
Os teus olhos, a tua boca, essas curvas, tudo em ti forma o conjunto perfeito que me faz perder os sentidos. 
Beijar a boca, ir tirando a roupa ainda provocam instintos insanos em mim como se fosse a primeira vez, gemidos, sussurros, respirações alteradas ecoam na minha mente sempre que recordo daquela noite fria em que só o calor dos nossos corpos juntos me bastava. 
E cada vez que amanhece o raiar do sol traz junto a si a lembrança do teu sorriso que segue iluminando os meus dias. 
Agradeço há vida por os meus melhores momentos terem sido contigo.

Vejo a tua imagem em todas as minhas paredes. 
O teu gosto ficou na minha alma, o teu cheiro nas minhas almofadas e até hoje, sim hoje mesmo, vejo o teu caminhar. 
Aqui, ficou mais frio e o lá fora um pouco mais cinza, o meu andar mais lento com uma realidade mais profunda e dolorosa. 
Já não sinto o açúcar das coisas e nem vejo as flores, não há mais o que me alegre nisso. 
E eu, que era, tão cheio de certezas, agora vivo em duvidas, dividas da vida, tenho até a dúvida de se algum dia vou cruzar contigo na mesma rua.
Haverá um lugar, um confuso casarão onde os sonhos serão reais e a vida não, por ali reinaria o meu amor com os seus risos, os seus ais, a sua tez e uma cama onde à noite, sonhasse comigo?!
Amo-te porque tu me provocas a taquicardia mais linda de sentir, e porque tu me roubas a respiração a cada vez que me olhas ou penso em ti, amo-te porque tu viras poesia frenética na minha corrente sanguínea, e porque aos teus cuidados eu me torno uma criança, nos teus braços sou homem, no teu amor eu sou eterno, e a teu lado eu sou felicidade.
E aqui entre quatro paredes, abraço a tua fotografia...

domingo, 19 de Outubro de 2014

algo que nunca mostrei a alguém...o pinguim...

Entre os casais de pinguins existe o amor, fidelidade, cumplicidade, algumas características marcantes. 
Na Antártida, durante todo o mês de Março, centenas de pinguins fazem uma caminhada de milhares de quilómetros de distância pelo continente a pé, enfrentando animais ferozes, temperaturas frias, ventos congelantes, através das águas profundas e traiçoeiras. 
Tudo para encontrar o amor verdadeiro. 
Os machos são os primeiros a chegar e logo encontram o seu ninho, no mesmo local que foi ocupado nos anos anteriores. Mesmo com todo esse tempo e distância, eles sabem exatamente onde está o seu ninho de amor.
Os machos cuidam do ninho, preparando tudo para a chegada da fêmea. 
As fêmeas chegam aos poucos, muitas vezes um mês depois dos machos aproximadamente. Quando as fêmeas chegam, os machos cantam para serem encontrados por a sua parceira. 
O encontro é comemorado com uma dança particular do casal. 
Quando um macho gosta de uma fêmea ele procura na praia toda pela pedra mais perfeita para se apresentar a ela. 
Quando finalmente a acha, ele vai-se balançando até ela e se apresenta com a pedra colocando-a nos pés dela, se ela aceitar, serão companheiros pela vida toda!


Eu também quero um amor de pinguim... 
Um amor que dure a vida toda. 
Um amor puro e verdadeiro. 
Um amor que frutifique. 
Eu quero um amor de pinguim. 
Um amor de fidelidade e lealdade. 
Um amor que ultrapasse as tempestades, as intempéries, as distâncias. 
Um amor de pequenas coisas, de carinho, de abraços.
Um amor que ano após ano retorne para se encontrar no mesmo lugar. 
Que seja diferente todos os dias e que reforce dia após dia as suas convicções. 
Eu quero um amor de pinguim. 
Um amor que apesar de toda dificuldade, sempre tem um abraço para o ser amado. 
Um amor simples e sem grandes pretensões mas que é grandioso apenas por ser amor. 
Eu quero um amor de pinguim. 
Um amor que colabora, que inspira, que encoraja. 
Um amor que divide, que soma, que jamais subtrai. 
Um amor que não foge das dificuldades mas que as enfrenta junto ao ser amado. 
Eu quero um amor de pinguim. 
Um amor que em dias frios seja capaz de aquecer os meus pés que em dias quentes consiga refrescar a minha alma que nos dias amenos coloque vida nas nossas vidas. 
Eu quero um amor de pinguim. 
Um amor eterno. 

palhaço como as folhas de outono...

Desde pequeno, eu sempre gostei de sorrir, a maioria das pessoas até diz que o meu sorriso se traduz muito no meu olhar. 
Já sorri só com o vento, sorri com os outros, de mim mesmo e sem motivo algum. 
É engraçado quando dizem que eu sou divertido, que eu me sinto até menos louco em dizer que eu rio de mim mesmo. 
O meu sorriso normalmente faz os outros rirem, o que me dá mais um motivo para rir do vento, dos outros, de mim mesmo e sem motivo algum. 
Tenho esse hábito de fazer os outros rirem, mesmo quando eu mesmo estou a ponto de desmoronar. Não é nada que eu me orgulhe aos montes, ainda acredito que algumas pessoas ainda são assim. 
O que poucos sabem, porém é que eu também sei chorar. Não, eu não nasci sorrindo. Vim ao mundo chorando, e logo criança chorei rios. Crescido, chorei pelo que devia e pelo o que não mereceu ser chorado. Já chorei pelo vento, pelos outros, por mim mesmo e sem motivo algum. Depois de mais velho, foi ficando cada vez mais difícil chorar na frente dos outros. Alguns me julgam por forte, mas provavelmente eu sou mais fraco que todos juntos. Eu tenho vergonha de chorar... 
A vergonha é de tirar o sorriso dos outros junto com o meu. O meu humor é um completo circo emocional, que depois as cortinas se fecham e o público se vai, eu tiro a minha mascara e observo as minhas próprias cicatrizes, um nó se sobrepõe na garganta e as lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Ultimamente estas estão sempre pelos cantos dos meus olhos, ás vezes tenho que fazer uma força enorme para não as soltar, outras fujo, escondo-me, não consigo segurar. 
Dizem que forte é quem consegue sorrir, mesmo com tanta dor no coração. Eu porém, acho que forte mesmo é quem consegue chorar sem sentir vergonha. Colocar para fora toda a dor é um ato tão honrado que poucos conseguem. Hoje em dia ser palhaço qualquer um consegue. Ser um humano é que está cada vez mais difícil.
Ás vezes...
Saio de mim, dispo-me e envergo o manto do nada, o manto de mim mesmo. 
Abro o meu corpo, sem pele, sem carne, sem ossos. 
Flutuo no meu próprio além, navegando nas profundezas do meu ser. 
Descubro que fui rico sem precisar do ouro, sem precisar de outras riquezas.
E agora o que sou eu? Quem sou eu?
Abro o meu corpo com a mais fria e doce facada. 
Por amor, conheci-me por dentro. 
Agora existe em mim as mais temerosas angústias em forma de sangue enegrecido. Nas minhas tripas haviam lembranças, mentiras. 
Diante da minha gloriosa tragédia, a minha alma grita e chora! 
Correntes que me quebram, asas depenadas. 
Sabe-se lá quanto tempo fiquei acordado por sentir o teu cheiro nas minhas cobertas. Mesmo depois de lavá-las, eu não perdi a sensação de ter a tua silhueta do meu lado, que se dissolvia em pó sempre que me virava automaticamente para te abraçar. 
A tua respiração quente nas minhas costas foi substituída por um sopro frio do vento que entrou dançando pela janela aberta. 
Dói tanto não te ter por perto. 
Dói os cheiros, os gostos, os silêncios e o vento. 
O vento é o que mais dói. 
Constantemente vem murmurando em palavras frias que não ter ninguém é assim mesmo. 
Eu sei que poderia simplesmente fechar a janela, contudo também dói ficar sem as mesmas estrelas que te cobrem. 
O céu é um grande lençol escuro e cheio de furos, que deixa passar os pequenos brilhos das estrelas, os silêncios, a dor e o vento.
E eu quem sou?..Quem o vento levou.
Alguém que o vento derrubou com as folhas do outono. 

P.s: Eu sei que ainda não terminei o último post, e tenho os vossos comentários a aguardar moderação, talvez hoje ainda, ou amanhã vá terminar e fazer a moderação dos coments.
Namasté

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

changes...

Há alturas na vida em que se tem que fazer uma retrospectiva própria, e ver se estamos errados, ou não.
É preciso mudanças a 100% na minha essência, no meu todo o ser...o mundo não está para verdades ou sentimentos, logo eu estou errado por aqui.
Há que adoptar uma nova forma de vida....

" ...em construção...."

Após alguns anos de presença nesta e noutras páginas, e ao ter chegado hoje ao numero 1. 000.301 de visitas a esta página, decidi eternizar as minhas páginas, o mesmo vai passar pelo fecho de algumas e por manter esta para alguns dos meus desabafos em letras dos últimos tempos, ( não serão muitas, muitas delas ficarão na gaveta).
No entanto quero agradecer a todos os que visitaram esta página, também aqueles que fizeram imensa força junto a mim para que eu cria-se a mesma, e a todos os que deixaram comentários (peço desculpa por alguns que não publiquei ) ou valorizaram as minhas palavras com incentivos e agradecimentos, foi muito girinho o tempo que por aqui passei...

" ...em construção...."

P.s: este post está a levar algum tempo a ser escrito, a inspiração, tá fraca, deve ter ido á barragem...

...




quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

alma...

Se alguém por este mundo encontrar a minha alma, que não a trate mal, por amor ela se perdeu, e o corpo onde viveu afogou-se em sangue sem cor...mas foi pura enquanto permaneceu!
É apenas um papel negro com tinta branca, ou sem tinta, o meu olhar.
Rumo a um túnel que não tem luz, escuro, morto, envolto num ponto preto,
encosto-me no travesseiro, longe do que sempre fui,
olho o teto, vejo as escritas que escrevi,
escritas tortas em linhas tracejadas...
Vou assim fugindo de mim.
Os choros não chorados, palavras não faladas, a vida não vivida, 
saudades do passado, medo do futuro, caos...
nojo de mim, gritos, olhares, sonhos, musicas, lugares...
tudo menos, silêncio.
Por vezes sinto-me um pássaro de asas partidas, que agora não voa, como sempre fez...
Atracado na lama, jogado ao chão...
Asas quebradas.
Palavras, frases, poesias, gritos mudos, lágrimas, olhares perdidos, respirar profundo... são apenas uma pequena demonstração da alma.
Os olhos vazios, visões de mil faces, mil semblantes vagos, vazios.
Sinto falta da cor da tua rua, dos traços assimétricos dos teus sorrisos, sinto falta do cheiro da tua alma.
Hoje, tal como ontem, acordei com o teu gosto e a lembrança do teu rosto…

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

...

Tracei as paredes do meu desenho a giz,
e a única forma do meu corpo esculpido que se viu, foi a cicatriz....




terça-feira, 30 de Setembro de 2014

fragmentos...

Retiro a armadura 
que cobre 
as cicatrizes, 
as feridas
Marcas de lutas, 
vencidas, perdidas, 
simplesmente vividas...
E deixo o corpo ao relento.

Dores que sinto, 
que vivo, 
que convivo, 
que carrego 
sem reclamar
Que fazem parte 
do meu dia a dia, 
do meu eterno respirar...
Escondo-me do mundo.

Agora, 
com o corpo desnudado, 
à mostra sem pudor
Apenas cobrindo, 
envergonhado, 
a marca da dor...
Fujo de tudo, até de mim.

Uma dor imaginária, 
que envolve 
este corpo sofrido
A dor de uma ausência, 
Que me deixa em fragmentos de mim.

desencontro....

Hoje encontrei-me... 
Simples dia em lágrimas...
Girando junto ao mundo de engano...
Cansado, nem sou mais o meu dono...
Entre a vontade e o desejo...
Entre a coragem e o medo...
Atirar-me na vida e pronto...
Ou hesitar tornando isso...
Só mais um conto... 
De fadas ou carochinha... 
De conto histórinhas... 
Desconto...
Desencontro...
Procuro para ver se encontro...
O caminho firme por onde caminhar...
Neste mundo que balança...
Quero a minha essência...
Mesmo sem saber...
Por onde caminho...
Parado...
E no meu quarto a noite vem...
Sinto sempre...
Ainda existe.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

...

Há pessoas que têm um coração de pedra, eu, eu não, 

meu, fizeram-no de carne, e sangra todos os dias...

sábado, 6 de Setembro de 2014

data...

vida...
Dia menos lindinho...há alturas na vida, que por mais que caminhes, o destino é sempre o mesmo, e de que vale tudo o que tu fazes?!

O tronco da árvore, 
a árvore que há tempos escrevi...simplesmente quebrou-se,
quebrou-se pelo tronco...
não floresce mais...
Nada de verde sobrevive,
As folhas soltas em remoinho na tempestade...
Jorram sangue em lugar de seiva,
Os seus galhos estatelam-se sobre o chão.
Um dia mais tarde servirão na fogueira.
Onde se quebra o coração,
Onde a pele queima,
E nela se formam cicatrizes,
O mapa de uma vida.
Uma vida que por tudo trocava.
E este lenço que trago no pescoço,
Que tantas vezes me aconchegou com o seu calor,
Hoje, absorve as minhas lágrimas,
Que nem sinto...no rosto.
Um dia, os sonhos foram lindos,
Em sorrisos,
Olhares,
Na simplicidade da pura frontalidade,
Formaram um mundo bordado de luas pequenas.
Em soluços o nó na garganta,
Sufocava as mais belas palavras,
Que do sonho brotavam,
Estremeciam todos os segundos, minutos, horas e dias.
A água gélida sobre os troncos caiu...
E o seu olhar consigo ruiu...
Olhar congelado refletiu a dor,
Nele sentida...
O sonho de AMOR...UMA VIDA SENTIDA PERDIDA...
Uma lágrima sai da alma...
passa-me entre dedos...
e nem lhe consigo tocar...
Só não a queria deixar cair.
As folhas voam com o vento,
enquanto eu caminho parado, sem sentido, as ruas estão vazias,
mas não tão vazias quanto eu...
E hoje o que resta!?..
Um caco de mim, que me corta a todos os momentos,
uma data, de uma vida...

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

não chegues tarde....

Alguns têm na vida grandes sonhos e faltam a esses sonhos. Outros perdem na vida os sonhos, e faltam a ela também.




Os dias correm, traçados com ventos que tocam por fora e cortam por dentro.
As palavras fluíram em vento e vento foram, vento fora em todos os dias que passaram, de sonhos foram em sábados, palavras de sonho, sonhos que todos conseguem.
Esperança de uma vida feliz que escorre pelas mãos em forma, em forma de sangue.
Lembro todas as palavras, promessas, sonhos, sentimentos, harmonia, partilha, sorrisos, sinceridade, amor...e o que é tudo isto?
Será que era isto que eu merecia, será que é isto que merecemos, será que foi isto que construímos, será que eram estes os teus sonhos e as tuas palavras, os teus sorrisos e abraços?!
Lembro algumas palavras que fizeram eco nos meus ouvidos, " que eu consigo refazer a minha vida" será que sou só eu que conseguiria?...o gajo que ama e é amado, o gajo que prova?..será que o outro lado não conseguiria refazer a dele, será que não seria , ou será só para mim, que tanta promessa ouvi e tanto lutei.
Será que quem ama, não deveria ter a oportunidade de ser feliz, palavras que de ti tanto ouvi, e que contigo aprendi.
Será que é para isto que se ama, que se sente, e se partilha, será que não se deveria ser feliz, lutar por isso, sofrer mas por isso, até alcançar a felicidade, ao invés de pensar em tudo o que é negativo, não se deveria olhar o que é positivo?!
O amor comanda a vida, torna os nadas em tudos.
Os dias correm com o vento, com o seu tempo definido, não há muito mais tempo, ele corre como o sangue que jorra em cima de todas as palavras, de todas as promessas ou sonhos que ouvi nos meus ouvidos e que alguém deixou na minha alma.
A alma que irei somente ser.
Há uma oportunidade de mudar no tempo ainda, alguém pode mudar isso, 
de ser feliz, de duas pessoas serem felizes e viverem tudo o que sonharam, a partilha, harmonia, sentimento, amor, sorrisos, coisas leves, pequenos nadas que são tudos.
Há até a oportunidade que alguém pode dar a outra terceira pessoa de ser feliz?.. será que a oportunidade seria só para mim, e que ninguém se pergunta que essa pessoa também poderia refazer a vida.
E o escutar as palavras de amigos, será que só se escutam as daqueles que falam negativo, e dos que falam positivo, que até já passaram por lá, que falam de amor, de verdade, não se escutam?!
Lembro as palavras e promessas de sempre, e até os olhares e sorrisos, lembro aquela mensagem de sábado, lembro até o que viveste e as tentativas furadas que fizeste, penso em nós.
Há uma oportunidade de mudar vidas que sofrem, em vão quando se amam, e tão belos momentos vivem quando estão juntos.
Ainda há uma oportunidade, confesso, no fundo ainda espero por ti, espero todas as tuas palavras, os sonhos, sorrisos, o teu brilho e esse sorriso...e penso...não chegues tarde.
Eu sempre te amei, até nos momentos mais complicados consegui mostrar que te amava, este sentimento que me ensinaste é lindo.
Pergunto-me onde está a verdade, qual é!?

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

livros...

Durante todo este tempo escrevo o teu nome nas paredes do meu corpo, do coração ao pensamento, no ar que respiro, em toda a minha existência, tu fazes parte.
Ergo os copos, transbordam carinho, aos cantos da tua boca, num brinde ao brilho do teu olhar. 
As flores sorriem, a lua ilumina-me através do meu teto sem telhado que tu levemente quebras-te, no meu céu tu danças sobre as estrelas, e eu, eu aprecio, é lindo. 
Beijo o teu rosto nos meus pensamentos, enquanto dormes.
E agora sem o tecido bordado dos teus lábios, apertei os meus lençóis nos quais me envolvo, sem o teu corpo ao lado do meu. 
Nas tardes chuvosas, adormeço sem a tua cabeça sobre o meu peito, sem a tua perna esquecida sobre mim. 
Durante todo este tempo, sonho, sem te ver dançar pelos corredores.
Nas madrugadas que acordo sozinho, espalho cartazes com a tua fotografia, nos cantos e recantos do meu quarto vazio.
Ás vezes choro por cada um dos meus pedaços espalhados pelo chão.
Sufocando no plano terrestre, a minha alma grita...quero-te comigo.
Vale nesta vida inteira alguns minutos que tive contigo.
Acabo me afogando nas minhas próprias esperanças,
sem saber quais as cicatrizes e as transcrições que me assolam o coração.
O meu muro está destruído, a minha alma sangra
e eu não consigo entender a vida pela metade.
Não há máscara que aguente o peso de uma vida metade, não há lágrima que traduza a saudade, não há quando é sentido de verdade.
Às vezes no silêncio da noite eu fico imaginando nós os dois, fico ali sonhando acordado,
juntando o antes, o agora e o depois.
Tenho até a mania de ao acordar jogar o braço para o lado da cama na esperança de te encontrar ali.
Cada vez que amanhece o raiar do sol traz com ele a lembrança do teu sorriso que segue iluminando os meus dias.
Saudades dos nossos momentos... 
Saudades do teu sorriso quando falas algo engraçado...
Saudades do nosso primeiro beijo e do último também...
Saudades das tuas mãos nas minhas...
Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.
Saudades dos planos que fizemos...
Saudades da nossa música que hoje toca para me fazer sentir mais saudades. 
Saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo. 
Saudades da nossa história... 
Saudades de dizer “amo-te para sempre”... 
Saudades de estar contigo, simplesmente por estar. 
Saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. 
Saudades de ti...

E é por tudo o que és e fazes sentir que vivo sentindo saudades... 
Saudades de mim, de ti, saudades de nós...
Saudades de momentos que ainda não vivi.
Há uma música que eu gostaria de ouvir abraçado a ti,
Sem me importar com a voz de quem canta,
Sem me importar com o clima,
Sem me importar se o sofá magoa as minhas costas,

Sem me importar se vou acordar amanhã,
Há uma música que eu gostaria de ouvir abraçado a ti,
É o som da vida: o teu coração e o meu, juntos, sempre.
Porque, VIDA...
Os teus olhos são os meus livros.

ilusão na janela...

Hoje ao anoitecer tinha algumas lembranças sobre o meu pensamento, enquanto o vazio da luz inundava o meu quarto. 
Vou lá fora e acendo um cigarro, olho a lua e com ela a doce ilusão, de te ter aqui, não passa disso.
Resumo-me a uma tentativa ineficaz de dissimular o meu pensamento. 
As minhas mãos estão vazias, esperando que as tuas as preencham, num sonho que o tempo mostra que não passa de ilusão, nos meus dedos aperto o cigarro, que solta fumo e cinza de algo que já teve forma.
Escutei o barulho da noite, e o barulho da porta com os meus olhos no chão. 
Volto a casa, e enquanto entro os meus olhos acompanham os movimentos dos meus pés. 
Deito-me sobre a cama, sinto assim a brisa da noite sobre o meu corpo nu e frágil que me convida a refazer todos os momentos externos e internos que contigo vive e viveu, ilusão, não passa disso, o tempo vai mostrando isso ao longo do caminho, que simplesmente não caminha, parou. 
Sinto aqui a saudade de qualquer gesto teu. 
Enquanto a noite se torna fria e gélida, desabo eu num todo que se afoga, eu nem vejo as cores dos meus olhos. 
Sinto o ar que passa dentro de mim entre o instante breve de silêncio e aquela feição peculiar que só tu fazes sentir. Antes, eu só abria os meus olhos, mas contigo eu aprendi a ver. 
E agora tudo é uma ilusão, não passa disso, o tempo mostra-o, o caminho não se faz aos nossos pés. Somente em círculos.
Hoje eu só quero preencher o vazio da minha cama, com o meu corpo só, e me proteger do frio. 
Que o meu corpo seja apenas algo que dorme, sem vontade de acordar, aquela mania instigante de adormecer sem dormir. 
Ouço até a noite que entra pela janela, ouço os seus passos, o barulho do corpo e o líquido que navega pelas minhas veias. 
Enquanto eu morro, tu abres um livro e lês. 
Mas no entanto o momento passa, e ninguém esteve ali, porque eu não sinto, sinto somente o meu respirar. 
Ás vezes sinto-me assim, outrora penso no teu cheiro, mas não passa disso, ilusão.
Eu, não tenho amor.
Porque a cada passo que não se dá, eu me desfaço, e disfarço entre sorrisos o principio do meu fim.
E assim vou de mim mesmo, flutuando a esmo!
E depois de tantas ideias e princípios, vem o vazio, e trás consigo a sede.
Ilusão, não passa disso.
Na minha loucura.
E aqui a solidão é quem me segura, e o que vem depois das juras?
Vou eu demolir a janela, mas não transpasso, sinto os vidros na pele, vou até caminhando. Alguns cortam-me a sola dos pés, outros porém cortam-me por dentro.
Por que será que todas as palavras, promessas, ideias ou sonhos, não caminham?
Respostas em fuga...a noite continua...
Ilusão...sonho...

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

simples e curto passinho...

Realmente as pessoas estão mergulhadas em inúmeros problemas.
Digo isso por uma simples razão: observo um grande pessimismo nas pessoas que me rodeiam.
A sério, parece que não aproveitam ao máximo os seus dias ou talvez nem queiram mesmo fazer isso.
Uma pena... De verdade, sem querer fazer grandes discursos, eu tenho esperança em uma boa sociedade jovem.
Vejo futuro em nós, acredito que podemos sim contribuir mais e mais com o nosso país. Não estou a fazer uma crítica, pois nunca existiu (cá entre nós) uma sociedade que fosse boa o suficiente, mas acredito que a questão de aproveitar ao máximo o dia faz bem para qualquer pessoa.
É um primeiro passo para aventuras maiores, concordam? Fora isso tudo o que eu disse, se ainda na adolescência estamos tão, digamos assim, desestimulados, como será daqui a alguns anos? Sim, porque as responsabilidades só aumentam a cada dia. Entendem onde eu quero chegar? Se temos tanto pessimismo, é sinal de que estamos cada vez a sonhar menos também.
E isso é muito mau, muito triste.
Existem problemas, ok, é verdade, mas onde ficou aquele suspiro? Os olhos a brilhar e a vontade de dar a volta por cima e fazer acontecer? Procure o lado positivo das coisas, aquele ombro amigo, grite, ria, faça mil caretas, mas não deixe as rugas virem antes da hora certa.
Cabe a cada um de nós transformar esta história incrível que é a vida.
E cada capítulo pode ser ainda melhor que o outro.
O roteiro está na suas mãos.
É um simples e curto,passinho!!!!
Faça acontecer....e vai ver que vai valer a pena!!!!....e quando alguém lhe estender a mão,não tenha medo pegue essa mão.
E quando esse alguém lhe sorrir,com um sorriso sincero...
Não tenha medo,retribua com o seu sorriso...
Aquele sorriso puro.....QUE VEM DE DENTRO DE SI!!!!

domingo, 6 de Julho de 2014

Ás vezes até tento procurar palavras que não me lembrem de ti.
Em vão. 
Pois, estás sempre presente!
Os meus olhos guardam a tristeza, de não te ter aqui, uma lágrima acumula-se nas suas pálperas, e eu não consigo esconder. 
Todos observam, todos riem, e eu rio também, só ninguém vê o que se passa em mim. 
Eu que nunca vivi isto, eu que sempre soube dizer muita coisa sobre amor, mas nunca o tinha vivido. 
A cada palavra que eu penso, imagino, o vão aperta-me. 
Não é a primeira vez, mas quero que seja a ultima, é de  longe a que eu mais quero que fique, a que é diferente, a que é vida.
E aqui por estas teclas que tanto me conhecem, vou traduzindo o que és para mim, na impossibilidade de o fazer em actos, sonho em vida. 
Os teus olhos conseguiram ancorar nos pontos mais íntimos dos meus. 
Tu chegas-te a lugares e fraquezas que eu sempre protegi pela frequente falta de encaixe, de verdade, de ser especial. 
E tu, tu, nem te esforças-te, simplesmente, achas-te o meu ser, a minha essência, com toques leves como o toque de uma pena.
Procurando palavras que me calem e que me aquietem, a vontade de querer estar, querer ser, de te fazer feliz. 
Mas não consigo achar. 
Eu já tive que aprender sozinho a voltar para mim mesmo, como um escombro, um retalho, um traço de abandono, tive que aprender a reconstruir-me. 
Mas a falta do teu sorriso, do teu olhar, da tua presença, doí.
A culpa não é tua, fica calma. 
Eu nunca atribuiria a a ti os meus pesares.
Hoje pensei na tua ausência, na minha ausência em ti, na nossa ausência em nós. 
Hoje, ontem, amanhã, sempre...eu não estarei tão presente nos teus dias, não poderei te acordar e gritar sobre o meu amor aos quatro cantos do mundo e descobrir novas galáxias para te amar. 
Não, eu sei que não. 
Não terei poesia, no teu sorriso, na tua presença. 
Serei só a saudade. 
Eu não sei sentir aos poucos, viver pela metade, e as minhas palavras acompanham a minha vontade.
Na verdade, só queria contar-te que eu vou guardar comigo os teus traços para sempre, aqueles traços que memorizo quando te toco e fecho os olhos ( lembras? ) , sem contar quantos séculos o meu eterno suporta. 
Guardarei o teu sorriso, a tua graça, a tua voz que me acalentou e curou. 
Sim, tu fizes-te de mim melhor pessoa, e expandis-te infinitos em mim. 
Penso o quão urgente é a vida, que te trouxe num acaso intraduzível e me fez crescer, faz-me ser grande e ainda ser um grão de nada no universo.
Vou guardar-te comigo, porque nenhuma palavra triste o teu nome traduz.
Talvez sejam mais umas, ou as últimas palavras que combino para ti, que o destino não o queira. 
Eu nunca sei, falta-me perceber. 
Tu que fizes-te paz em mim, e agora eu tenho saudade.
Cada parte tua que eu pude ver, todas as partes que eu descobri, ficam pintado na eternidade.




No mais, eu sei que a felicidade e a paz nos atingirá e depois, cresceremos juntos.
Só para constar: se precisares de dois dedos de atenção, um de carinho, e outro aconchego, as minhas mãos sempre estarão aqui para ti, e o meu amor por ti, de alguma forma, ficará eternizado em mim.
Porque ás vezes eu te chamo de borboleta, um ser até pequeno, no seu tamanho, mas tu és imensidão em mim.
Saudade, dedos vazios.

sexta-feira, 27 de Junho de 2014

Há dias que não consigo dizer uma palavra,
e o silêncio fala por mim.
Só quero ficar no meu canto calado,
deixando o silêncio agir por mim....
A bravura do silêncio fortalece a minha alma,
mostrando o caminho que devo seguir....
Sento-me na areia fria e olho tranquilamente o horizonte...
Em cada onda num novo sentido ruma o meu pensamento.
É aqui que me compreendo que me desabafo que me encontro e me perco, mas acima de tudo que me redimo a mim mesmo e á minha existência...O grande oceano tem esse poder, comanda os nossos sentidos e empurra-nos para decisões tantas vezes adiadas por, sei lá...por um sentimento de ...!
Amanha será um novo dia, guardarei coisas em mim...mas acordarei ansioso por experimentar talvez o sabor do primeiro dia do resto da minha vida...talvez o sabor do ultimo dia do resto da minha vida, talvez o sabor de um dia a mais que outro na minha vida .
Há alturas em que temos de deixar voar...
Quando era criança costumava apanhar borboletas com as mãos. 
Segurava-as com todo o cuidado, mas mesmo assim as suas asas ficavam presas aos meus dedos, e a borboleta não conseguia voltar a voar. 
Parei, então, de segurar borboletas com as mãos, mas sempre que as vejo fico a pensar na coragem das borboletas. 
Voar para tão longe com asas tão delicadas. 
Acho que é assim o destino...de quem tem asas delicadas.

Hoje, nada quero escrever, irei dedicar-me aos meus silêncios. Os meus silêncios há tempos não os ouço.
Preciso toca-los, senti-los, afaga-los.
Ficamos a sós,deitados sobre as horas, sobre o tempo, sobre a alma, sobre a vida, num lugar onde nem o vento consiga nos escutar...

segunda-feira, 23 de Junho de 2014

Planeta mirabolante, Planeta de sonho...

Algures no universo da fantasia, existe um planeta mirabolante!
Onde se avistam pela noite, estrelas e pequenas luas imaginárias,
como que se no céu estivessem bordadas!
Pela manhã o sol floresce em forma de visão de sonho, 
imagem magistral, rompe a brisa matinal!
Levando todos os seres que neste planeta habitam, a acordar!
Rasgar de olhos, suave e lento, sem vontade.
Luz forte e estonteante, que faz acordar quase sem visão, 
e até um acordar meio resmungão!
Breve momento...
O clarear do sol, como um jorrar de água em pedra mole...
Proporciona uma respiração anelante, um respirar calmo e sereno,
paixão que move o ânimo.

Coçando os olhos meio ensonados, vão saindo do leito, 
primeiro as Borboletas.
Voando de flor em flor, encostando os seus lábios no aveludado pólen,
Como se o beijassem com carinho.
Fazem flutuar  pelo ar, perfumes doces e naturais que  provém de uma mistura de néctares de várias flores!
Aliando a este refinado odor, o barulho leve de asas delicadas e sedosas, 
que fazem o seu corpo planar sobre os campos.
Todos estes perfumes e barulhos, fazem acordar de seguida outros animais...
os Pandas!
Animais gordinhos, malabaristas de sorriso no olhar!
Com gestos amorosos comunicam entre si, rebolam em tom de brincadeira.
Mostram a boa disposição que sempre têm em sua posse.
Causam um estremecer no solo, acordando os Esquilos.
Animais saltitantes e roedores, trepam de árvore em árvore, mascando nozes como pequeno almoço!
Formando um ruído ensurcedor, que de nozes que se quebram entre dentes provêm.
Ruído ensurcedor que acordar toda a comunidade de Elfos, 
habitantes deste planeta mirabolante.
Elfos, seres de pureza!
Seres, de energia e ligados há natureza; 
Repletos de humildade;
Puros no amor e na amizade.

Entre todos eles existe um que é especial...
Um jovem Elfo...
Anayr, de seu nome!

Anayr, um Elfo único, sem igual...
Aventureiro, dotado de bondade e sabedoria, 
um ser justo e divertido!
Anayr amigo de todos os animais e plantas, 
trazia pendurado ao seu pescoço um amuleto como que tatuado.
Símbolo do Sol, da Lua e das estrelas.
Tinha nascido já com essa marca, esse amuleto.
Derivado a isso todos os outros Elfos o viam, como um Deus da sua comunidade.
E também porque Anayr era o único de todos eles que tinha o dom de conseguir comunicar,
com as estrelas, com o sol e a lua, plantas e animais.
Mas, Anayr queria mais do que isso!
Queria ser o protector de toda a sua comunidade, 
de todos os animais, de toda a natureza!
Protector de todo o seu planeta!
Pois nem tudo o seu planeta tinha de perfeito!
Neste mesmo mirabolante planeta habitavam, monstros sanguinários, 
que destruíam todas as árvores do planeta.
Eram espíritos que ganhavam forma real, provinham seres que milhões de anos atrás,
tinham habitado aquele planeta.
Muito antes da comunidade de Elfos por ali existir.
Abandonaram um planeta devastado, sem vida, subúrbios de pó e árvores mortas.
Foi este planeta escuro e morto que os Elfos encontraram!
Longos anos, centenas de anos, milhares de anos, passaram...
mas, com imenso trabalho, esforço e dedicação, um novo mundo foi erguido!
um mundo de ar purificado, de animais que sorriam, com flores que perfumavam, 
com o céu bordado de estrelas, sol e luas pequenas.
Mundo de cor, com um arco-íris a cada esquina de árvore.


Depois de todo este trabalho, e de todo este mundo fantástico construído...
voltaram a ele os monstros sanguinários!
Monstros de pêlo até ao joelho, parecendo até que vestiam calças arregaçadas!
Tinham unhas enroladas, e dentes pontiagudos.
Estes monstros mordiam as plantas sugando toda a sua seiva,
e deixando-as sem ar, sem cor, sem vida!
Anayr, um Elfo que todos os seres ajudava, desejava alcançar a sabedoria.
A sabedoria de proteger o seu planeta!
E com isso todos os seres ajudar.
Anayr só tinha revelado este seu segredo a três amigos...
Contou a Iryen, sua amiga,sua amada e futura noiva!
Ambos tinham um pelo outro um AMOR puro, de uma cumplicidade enorme.
Tal amor era fascinante, pois mesmo de longe, sem se avistarem...
os seus pensamentos trocavam carinhos, como se ligados estivessem.
Abraçavam-se, trocando caricias em toques serenos e imaginários,
lágrimas escorriam pelo rosto...
Mas não lágrimas de sofrimento, e sim lágrimas de felicidade!
Saiam pelos olhos sem licença pedir, deslizando pelo rosto como se o beijassem, 
aninhavam-se nos lábios por fim.
Recordavam o sabor de tais lábios a um e outro.

Anayr, contou também o seu desejo a João Ratão, um ratinho seu amigo desde que nascera!
João Ratão, era um rato cinza leve, rebelde em excesso, 
que corria e saltava entre os campos de lírios, pedras, lagos e árvores!
João Ratão, ratinho saltitão, também tinha outro senão,  tudo o que dizia,
terminava em "ão".

Anayr, revelou também o seu desejo a Seda, um lírio que nasceu no chão do seu quarto!
No mesmo dia que Anayr, nascera!
Desde esse dia que Seda, perfumava as noites, tardes e dias, e o acordar de Anayr.
Era também a Seda que Anayr, confessava as suas alegrias, e as suas tristezas.
Os seus medos, os seus sonhos e as suas ambições.

Certa noite!
Noite de celebração, noite de festa!
Noite de São João!
Toda a comunidade de Elfos, comemorava com grandes banquetes e música.
Os Elfos cantavam, dançavam, riam, comiam e bebiam!
Mas, Anayr estava ausente da festa, encontrava-se na floresta, mas não muito longe!
Na sua companhia estava Iryen, estavam perto da maior árvore da floresta, 
a chamada "árvore da humildade", assim era apelidada por todos.
Anayr e Iryen observavam o céu, não havia lua.
Falavam do amor e carinho que nutriam um pelo outro, e do quanto belo era o seu planeta.
Trocavam carinhos, entre soluços longos e quentes, abraçavam-se mutuamente.
É então que do interior da floresta surgem vários monstros sanguinários, que sem pudor algum, 
atacam a árvore da humildade.
Iryen tenta proteger a árvore, 
mas com uma pancada grosseira da cauda de um dos monstros é afastada para bem longe.
A árvore da humildade aos poucos ia morrendo, entre as unhas e dentes dos monstros,
jorrava sangue e dor.
Anyr rodeado por um outro grupo de monstros, tenta combate-los, mas sem sucesso algum!
Angustiado e triste, com a visão da sua árvore a morrer, bem latente no seu pensamento, ajoelha-se...
chorando, triste, como se estivesse morrendo por dentro.
Coloca as mãos sobre a sua tatuagem "amuleto", que consigo nascera.
Breves segundos depois, uma luz em forma de arco-íris vinda do céu, cai sobre si.
A mesma luz ilumina todo o planeta, mostrando a todas as plantas e animais, o perigo que Anyr corria.
Dá-se então uma união de árvores e flores, resumindo, todas as plantas!
Unem-se também todos os animais, e todos juntos, animais e plantas correm em socorro de Anayr.
A eles se junta toda a comunidade de Elfos, e todos combatem os monstros.
Depois de ver todos os seus amigos em combate, Anayr ergue-se...
pega na luz em forma de arco-íris e lança-a na direcção de cada monstro sanguinário!
Reduzindo-os  a cinzas, e salvando os seus amigos e o seu planeta, e colocando um final a tal batalha, 
fazendo desaparecer os monstros, para sempre.
De seguida, em redor de Anayr, ajoelharam-se todas as plantas,
animais e todos os Elfos...
Iryen que desmaiara, junta-se a Anayr no centro de todos!
Anayr apela a todos que se ergam, e continuem a festa, e todos atendem ao o seu pedido.
Anayr alcançara assim o que tanto ambicionava, a sabedoria de proteger o seu planeta, por meio da sua bondade,
pois além dos seus poderes a união de todos foi determinante na batalha.
E todos se tinha juntado derivado há sua bondade para com eles!
Quando Anayr e Iryen se deslocam para se juntarem há festa...
todas as árvores se unem e formam uma passadeira, até ao centro da festa.
No seu final e no centro da festa, encontrava-se um altar, constrúido por todas as flores, 
existentes no seu planeta.
No cimo do altar, encontrava-se Seda, transformado numa divinal bancada matrimonial!
Atrás de si estava João Ratão.
João Ratão, ratinho saltitão vestia-se como um padre!
Tudo convidava o casamento de Anayr e Iryen, e estes acatam a tal pedido...e caminham até ao altar.
Depois de todo o discurso de casório, feito por João Ratão que diz "casamentão"!
Seda coloca as alianças, 
feitas de raminhos de cor verde bem vivo e flores lilás, que dos seus braços tinha sido colhidas.

Chega então a hora do tão aclamado, beijo que sela o acto.
Os lábios de Anayr e Iryen tocam-se e de súbito a árvore da humildade, 
que havia morrido entre unhas e dentes de monstros sanguinários, volta há vida, ressuscita!
E tão verde como numa tinha estado antes.
O céu fica composto pelas tão famosas estrelas, sol e luas pequenas e o planeta é sobrevoado,
por um numero sem fim de arco-íris, que nascem em Elfos e terminam em cada flor.
Pelo ar vagueia um perfume de amor!


Gil Santos
22/10/2013

Baseado no tópicos fornecidos, pelas prof:Rute Ferro

"Planeta Mirabolante...
Noite de S.João...
Um jovem aventureiro...
Desejo do herói...
Monstros sanguinários...
Vitória por meio da sua bondade..."