quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

...

Ora aqui está uma realidade...
Deve-se morrer como se viveu!








sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

livros...

Durante todo este tempo escrevo o teu nome nas paredes do meu corpo, do coração ao pensamento, no ar que respiro, em toda a minha existência, tu fazes parte.
Ergo os copos, transbordam carinho, aos cantos da tua boca, num brinde ao brilho do teu olhar. 
As flores sorriem, a lua ilumina-me através do meu teto sem telhado que tu levemente quebras-te, no meu céu tu danças sobre as estrelas, e eu, eu aprecio, é lindo. 
Beijo o teu rosto nos meus pensamentos, enquanto dormes.
E agora sem o tecido bordado dos teus lábios, apertei os meus lençóis nos quais me envolvo, sem o teu corpo ao lado do meu. 
Nas tardes chuvosas, adormeço sem a tua cabeça sobre o meu peito, sem a tua perna esquecida sobre mim. 
Durante todo este tempo, sonho, sem te ver dançar pelos corredores.
Nas madrugadas que acordo sozinho, espalho cartazes com a tua fotografia, nos cantos e recantos do meu quarto vazio.
Ás vezes choro por cada um dos meus pedaços espalhados pelo chão.
Sufocando no plano terrestre, a minha alma grita...quero-te comigo.
Vale nesta vida inteira alguns minutos que tive contigo.
Acabo me afogando nas minhas próprias esperanças,
sem saber quais as cicatrizes e as transcrições que me assolam o coração.
O meu muro está destruído, a minha alma sangra
e eu não consigo entender a vida pela metade.
Não há máscara que aguente o peso de uma vida metade, não há lágrima que traduza a saudade, não há quando é sentido de verdade.
Às vezes no silêncio da noite eu fico imaginando nós os dois, fico ali sonhando acordado,
juntando o antes, o agora e o depois.
Tenho até a mania de ao acordar jogar o braço para o lado da cama na esperança de te encontrar ali.
Cada vez que amanhece o raiar do sol traz com ele a lembrança do teu sorriso que segue iluminando os meus dias.
Saudades dos nossos momentos... 
Saudades do teu sorriso quando falas algo engraçado...
Saudades do nosso primeiro beijo e do último também...
Saudades das tuas mãos nas minhas...
Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.
Saudades dos planos que fizemos...
Saudades da nossa música que hoje toca para me fazer sentir mais saudades. 
Saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo. 
Saudades da nossa história... 
Saudades de dizer “amo-te para sempre”... 
Saudades de estar contigo, simplesmente por estar. 
Saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. 
Saudades de ti...

E é por tudo o que és e fazes sentir que vivo sentindo saudades... 
Saudades de mim, de ti, saudades de nós...
Saudades de momentos que ainda não vivi.
Há uma música que eu gostaria de ouvir abraçado a ti,
Sem me importar com a voz de quem canta,
Sem me importar com o clima,
Sem me importar se o sofá magoa as minhas costas,

Sem me importar se vou acordar amanhã,
Há uma música que eu gostaria de ouvir abraçado a ti,
É o som da vida: o teu coração e o meu, juntos, sempre.
Porque, VIDA...
Os teus olhos são os meus livros.

ilusão na janela...

Hoje ao anoitecer tinha algumas lembranças sobre o meu pensamento, enquanto o vazio da luz inundava o meu quarto. 
Vou lá fora e acendo um cigarro, olho a lua e com ela a doce ilusão, de te ter aqui, não passa disso.
Resumo-me a uma tentativa ineficaz de dissimular o meu pensamento. 
As minhas mãos estão vazias, esperando que as tuas as preencham, num sonho que o tempo mostra que não passa de ilusão, nos meus dedos aperto o cigarro, que solta fumo e cinza de algo que já teve forma.
Escutei o barulho da noite, e o barulho da porta com os meus olhos no chão. 
Volto a casa, e enquanto entro os meus olhos acompanham os movimentos dos meus pés. 
Deito-me sobre a cama, sinto assim a brisa da noite sobre o meu corpo nu e frágil que me convida a refazer todos os momentos externos e internos que contigo vive e viveu, ilusão, não passa disso, o tempo vai mostrando isso ao longo do caminho, que simplesmente não caminha, parou. 
Sinto aqui a saudade de qualquer gesto teu. 
Enquanto a noite se torna fria e gélida, desabo eu num todo que se afoga, eu nem vejo as cores dos meus olhos. 
Sinto o ar que passa dentro de mim entre o instante breve de silêncio e aquela feição peculiar que só tu fazes sentir. Antes, eu só abria os meus olhos, mas contigo eu aprendi a ver. 
E agora tudo é uma ilusão, não passa disso, o tempo mostra-o, o caminho não se faz aos nossos pés. Somente em círculos.
Hoje eu só quero preencher o vazio da minha cama, com o meu corpo só, e me proteger do frio. 
Que o meu corpo seja apenas algo que dorme, sem vontade de acordar, aquela mania instigante de adormecer sem dormir. 
Ouço até a noite que entra pela janela, ouço os seus passos, o barulho do corpo e o líquido que navega pelas minhas veias. 
Enquanto eu morro, tu abres um livro e lês. 
Mas no entanto o momento passa, e ninguém esteve ali, porque eu não sinto, sinto somente o meu respirar. 
Ás vezes sinto-me assim, outrora penso no teu cheiro, mas não passa disso, ilusão.
Eu, não tenho amor.
Porque a cada passo que não se dá, eu me desfaço, e disfarço entre sorrisos o principio do meu fim.
E assim vou de mim mesmo, flutuando a esmo!
E depois de tantas ideias e princípios, vem o vazio, e trás consigo a sede.
Ilusão, não passa disso.
Na minha loucura.
E aqui a solidão é quem me segura, e o que vem depois das juras?
Vou eu demolir a janela, mas não transpasso, sinto os vidros na pele, vou até caminhando. Alguns cortam-me a sola dos pés, outros porém cortam-me por dentro.
Por que será que todas as palavras, promessas, ideias ou sonhos, não caminham?
Respostas em fuga...a noite continua...
Ilusão...sonho...

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

simples e curto passinho...

Realmente as pessoas estão mergulhadas em inúmeros problemas.
Digo isso por uma simples razão: observo um grande pessimismo nas pessoas que me rodeiam.
A sério, parece que não aproveitam ao máximo os seus dias ou talvez nem queiram mesmo fazer isso.
Uma pena... De verdade, sem querer fazer grandes discursos, eu tenho esperança em uma boa sociedade jovem.
Vejo futuro em nós, acredito que podemos sim contribuir mais e mais com o nosso país. Não estou a fazer uma crítica, pois nunca existiu (cá entre nós) uma sociedade que fosse boa o suficiente, mas acredito que a questão de aproveitar ao máximo o dia faz bem para qualquer pessoa.
É um primeiro passo para aventuras maiores, concordam? Fora isso tudo o que eu disse, se ainda na adolescência estamos tão, digamos assim, desestimulados, como será daqui a alguns anos? Sim, porque as responsabilidades só aumentam a cada dia. Entendem onde eu quero chegar? Se temos tanto pessimismo, é sinal de que estamos cada vez a sonhar menos também.
E isso é muito mau, muito triste.
Existem problemas, ok, é verdade, mas onde ficou aquele suspiro? Os olhos a brilhar e a vontade de dar a volta por cima e fazer acontecer? Procure o lado positivo das coisas, aquele ombro amigo, grite, ria, faça mil caretas, mas não deixe as rugas virem antes da hora certa.
Cabe a cada um de nós transformar esta história incrível que é a vida.
E cada capítulo pode ser ainda melhor que o outro.
O roteiro está na suas mãos.
É um simples e curto,passinho!!!!
Faça acontecer....e vai ver que vai valer a pena!!!!....e quando alguém lhe estender a mão,não tenha medo pegue essa mão.
E quando esse alguém lhe sorrir,com um sorriso sincero...
Não tenha medo,retribua com o seu sorriso...
Aquele sorriso puro.....QUE VEM DE DENTRO DE SI!!!!

domingo, 6 de Julho de 2014

Ás vezes até tento procurar palavras que não me lembrem de ti.
Em vão. 
Pois, estás sempre presente!
Os meus olhos guardam a tristeza, de não te ter aqui, uma lágrima acumula-se nas suas pálperas, e eu não consigo esconder. 
Todos observam, todos riem, e eu rio também, só ninguém vê o que se passa em mim. 
Eu que nunca vivi isto, eu que sempre soube dizer muita coisa sobre amor, mas nunca o tinha vivido. 
A cada palavra que eu penso, imagino, o vão aperta-me. 
Não é a primeira vez, mas quero que seja a ultima, é de  longe a que eu mais quero que fique, a que é diferente, a que é vida.
E aqui por estas teclas que tanto me conhecem, vou traduzindo o que és para mim, na impossibilidade de o fazer em actos, sonho em vida. 
Os teus olhos conseguiram ancorar nos pontos mais íntimos dos meus. 
Tu chegas-te a lugares e fraquezas que eu sempre protegi pela frequente falta de encaixe, de verdade, de ser especial. 
E tu, tu, nem te esforças-te, simplesmente, achas-te o meu ser, a minha essência, com toques leves como o toque de uma pena.
Procurando palavras que me calem e que me aquietem, a vontade de querer estar, querer ser, de te fazer feliz. 
Mas não consigo achar. 
Eu já tive que aprender sozinho a voltar para mim mesmo, como um escombro, um retalho, um traço de abandono, tive que aprender a reconstruir-me. 
Mas a falta do teu sorriso, do teu olhar, da tua presença, doí.
A culpa não é tua, fica calma. 
Eu nunca atribuiria a a ti os meus pesares.
Hoje pensei na tua ausência, na minha ausência em ti, na nossa ausência em nós. 
Hoje, ontem, amanhã, sempre...eu não estarei tão presente nos teus dias, não poderei te acordar e gritar sobre o meu amor aos quatro cantos do mundo e descobrir novas galáxias para te amar. 
Não, eu sei que não. 
Não terei poesia, no teu sorriso, na tua presença. 
Serei só a saudade. 
Eu não sei sentir aos poucos, viver pela metade, e as minhas palavras acompanham a minha vontade.
Na verdade, só queria contar-te que eu vou guardar comigo os teus traços para sempre, aqueles traços que memorizo quando te toco e fecho os olhos ( lembras? ) , sem contar quantos séculos o meu eterno suporta. 
Guardarei o teu sorriso, a tua graça, a tua voz que me acalentou e curou. 
Sim, tu fizes-te de mim melhor pessoa, e expandis-te infinitos em mim. 
Penso o quão urgente é a vida, que te trouxe num acaso intraduzível e me fez crescer, faz-me ser grande e ainda ser um grão de nada no universo.
Vou guardar-te comigo, porque nenhuma palavra triste o teu nome traduz.
Talvez sejam mais umas, ou as últimas palavras que combino para ti, que o destino não o queira. 
Eu nunca sei, falta-me perceber. 
Tu que fizes-te paz em mim, e agora eu tenho saudade.
Cada parte tua que eu pude ver, todas as partes que eu descobri, ficam pintado na eternidade.




No mais, eu sei que a felicidade e a paz nos atingirá e depois, cresceremos juntos.
Só para constar: se precisares de dois dedos de atenção, um de carinho, e outro aconchego, as minhas mãos sempre estarão aqui para ti, e o meu amor por ti, de alguma forma, ficará eternizado em mim.
Porque ás vezes eu te chamo de borboleta, um ser até pequeno, no seu tamanho, mas tu és imensidão em mim.
Saudade, dedos vazios.

sexta-feira, 27 de Junho de 2014

Há dias que não consigo dizer uma palavra,
e o silêncio fala por mim.
Só quero ficar no meu canto calado,
deixando o silêncio agir por mim....
A bravura do silêncio fortalece a minha alma,
mostrando o caminho que devo seguir....
Sento-me na areia fria e olho tranquilamente o horizonte...
Em cada onda num novo sentido ruma o meu pensamento.
É aqui que me compreendo que me desabafo que me encontro e me perco, mas acima de tudo que me redimo a mim mesmo e á minha existência...O grande oceano tem esse poder, comanda os nossos sentidos e empurra-nos para decisões tantas vezes adiadas por, sei lá...por um sentimento de ...!
Amanha será um novo dia, guardarei coisas em mim...mas acordarei ansioso por experimentar talvez o sabor do primeiro dia do resto da minha vida...talvez o sabor do ultimo dia do resto da minha vida, talvez o sabor de um dia a mais que outro na minha vida .
Há alturas em que temos de deixar voar...
Quando era criança costumava apanhar borboletas com as mãos. 
Segurava-as com todo o cuidado, mas mesmo assim as suas asas ficavam presas aos meus dedos, e a borboleta não conseguia voltar a voar. 
Parei, então, de segurar borboletas com as mãos, mas sempre que as vejo fico a pensar na coragem das borboletas. 
Voar para tão longe com asas tão delicadas. 
Acho que é assim o destino...de quem tem asas delicadas.

Hoje, nada quero escrever, irei dedicar-me aos meus silêncios. Os meus silêncios há tempos não os ouço.
Preciso toca-los, senti-los, afaga-los.
Ficamos a sós,deitados sobre as horas, sobre o tempo, sobre a alma, sobre a vida, num lugar onde nem o vento consiga nos escutar...

segunda-feira, 23 de Junho de 2014

Planeta mirabolante, Planeta de sonho...

Algures no universo da fantasia, existe um planeta mirabolante!
Onde se avistam pela noite, estrelas e pequenas luas imaginárias,
como que se no céu estivessem bordadas!
Pela manhã o sol floresce em forma de visão de sonho, 
imagem magistral, rompe a brisa matinal!
Levando todos os seres que neste planeta habitam, a acordar!
Rasgar de olhos, suave e lento, sem vontade.
Luz forte e estonteante, que faz acordar quase sem visão, 
e até um acordar meio resmungão!
Breve momento...
O clarear do sol, como um jorrar de água em pedra mole...
Proporciona uma respiração anelante, um respirar calmo e sereno,
paixão que move o ânimo.

Coçando os olhos meio ensonados, vão saindo do leito, 
primeiro as Borboletas.
Voando de flor em flor, encostando os seus lábios no aveludado pólen,
Como se o beijassem com carinho.
Fazem flutuar  pelo ar, perfumes doces e naturais que  provém de uma mistura de néctares de várias flores!
Aliando a este refinado odor, o barulho leve de asas delicadas e sedosas, 
que fazem o seu corpo planar sobre os campos.
Todos estes perfumes e barulhos, fazem acordar de seguida outros animais...
os Pandas!
Animais gordinhos, malabaristas de sorriso no olhar!
Com gestos amorosos comunicam entre si, rebolam em tom de brincadeira.
Mostram a boa disposição que sempre têm em sua posse.
Causam um estremecer no solo, acordando os Esquilos.
Animais saltitantes e roedores, trepam de árvore em árvore, mascando nozes como pequeno almoço!
Formando um ruído ensurcedor, que de nozes que se quebram entre dentes provêm.
Ruído ensurcedor que acordar toda a comunidade de Elfos, 
habitantes deste planeta mirabolante.
Elfos, seres de pureza!
Seres, de energia e ligados há natureza; 
Repletos de humildade;
Puros no amor e na amizade.

Entre todos eles existe um que é especial...
Um jovem Elfo...
Anayr, de seu nome!

Anayr, um Elfo único, sem igual...
Aventureiro, dotado de bondade e sabedoria, 
um ser justo e divertido!
Anayr amigo de todos os animais e plantas, 
trazia pendurado ao seu pescoço um amuleto como que tatuado.
Símbolo do Sol, da Lua e das estrelas.
Tinha nascido já com essa marca, esse amuleto.
Derivado a isso todos os outros Elfos o viam, como um Deus da sua comunidade.
E também porque Anayr era o único de todos eles que tinha o dom de conseguir comunicar,
com as estrelas, com o sol e a lua, plantas e animais.
Mas, Anayr queria mais do que isso!
Queria ser o protector de toda a sua comunidade, 
de todos os animais, de toda a natureza!
Protector de todo o seu planeta!
Pois nem tudo o seu planeta tinha de perfeito!
Neste mesmo mirabolante planeta habitavam, monstros sanguinários, 
que destruíam todas as árvores do planeta.
Eram espíritos que ganhavam forma real, provinham seres que milhões de anos atrás,
tinham habitado aquele planeta.
Muito antes da comunidade de Elfos por ali existir.
Abandonaram um planeta devastado, sem vida, subúrbios de pó e árvores mortas.
Foi este planeta escuro e morto que os Elfos encontraram!
Longos anos, centenas de anos, milhares de anos, passaram...
mas, com imenso trabalho, esforço e dedicação, um novo mundo foi erguido!
um mundo de ar purificado, de animais que sorriam, com flores que perfumavam, 
com o céu bordado de estrelas, sol e luas pequenas.
Mundo de cor, com um arco-íris a cada esquina de árvore.


Depois de todo este trabalho, e de todo este mundo fantástico construído...
voltaram a ele os monstros sanguinários!
Monstros de pêlo até ao joelho, parecendo até que vestiam calças arregaçadas!
Tinham unhas enroladas, e dentes pontiagudos.
Estes monstros mordiam as plantas sugando toda a sua seiva,
e deixando-as sem ar, sem cor, sem vida!
Anayr, um Elfo que todos os seres ajudava, desejava alcançar a sabedoria.
A sabedoria de proteger o seu planeta!
E com isso todos os seres ajudar.
Anayr só tinha revelado este seu segredo a três amigos...
Contou a Iryen, sua amiga,sua amada e futura noiva!
Ambos tinham um pelo outro um AMOR puro, de uma cumplicidade enorme.
Tal amor era fascinante, pois mesmo de longe, sem se avistarem...
os seus pensamentos trocavam carinhos, como se ligados estivessem.
Abraçavam-se, trocando caricias em toques serenos e imaginários,
lágrimas escorriam pelo rosto...
Mas não lágrimas de sofrimento, e sim lágrimas de felicidade!
Saiam pelos olhos sem licença pedir, deslizando pelo rosto como se o beijassem, 
aninhavam-se nos lábios por fim.
Recordavam o sabor de tais lábios a um e outro.

Anayr, contou também o seu desejo a João Ratão, um ratinho seu amigo desde que nascera!
João Ratão, era um rato cinza leve, rebelde em excesso, 
que corria e saltava entre os campos de lírios, pedras, lagos e árvores!
João Ratão, ratinho saltitão, também tinha outro senão,  tudo o que dizia,
terminava em "ão".

Anayr, revelou também o seu desejo a Seda, um lírio que nasceu no chão do seu quarto!
No mesmo dia que Anayr, nascera!
Desde esse dia que Seda, perfumava as noites, tardes e dias, e o acordar de Anayr.
Era também a Seda que Anayr, confessava as suas alegrias, e as suas tristezas.
Os seus medos, os seus sonhos e as suas ambições.

Certa noite!
Noite de celebração, noite de festa!
Noite de São João!
Toda a comunidade de Elfos, comemorava com grandes banquetes e música.
Os Elfos cantavam, dançavam, riam, comiam e bebiam!
Mas, Anayr estava ausente da festa, encontrava-se na floresta, mas não muito longe!
Na sua companhia estava Iryen, estavam perto da maior árvore da floresta, 
a chamada "árvore da humildade", assim era apelidada por todos.
Anayr e Iryen observavam o céu, não havia lua.
Falavam do amor e carinho que nutriam um pelo outro, e do quanto belo era o seu planeta.
Trocavam carinhos, entre soluços longos e quentes, abraçavam-se mutuamente.
É então que do interior da floresta surgem vários monstros sanguinários, que sem pudor algum, 
atacam a árvore da humildade.
Iryen tenta proteger a árvore, 
mas com uma pancada grosseira da cauda de um dos monstros é afastada para bem longe.
A árvore da humildade aos poucos ia morrendo, entre as unhas e dentes dos monstros,
jorrava sangue e dor.
Anyr rodeado por um outro grupo de monstros, tenta combate-los, mas sem sucesso algum!
Angustiado e triste, com a visão da sua árvore a morrer, bem latente no seu pensamento, ajoelha-se...
chorando, triste, como se estivesse morrendo por dentro.
Coloca as mãos sobre a sua tatuagem "amuleto", que consigo nascera.
Breves segundos depois, uma luz em forma de arco-íris vinda do céu, cai sobre si.
A mesma luz ilumina todo o planeta, mostrando a todas as plantas e animais, o perigo que Anyr corria.
Dá-se então uma união de árvores e flores, resumindo, todas as plantas!
Unem-se também todos os animais, e todos juntos, animais e plantas correm em socorro de Anayr.
A eles se junta toda a comunidade de Elfos, e todos combatem os monstros.
Depois de ver todos os seus amigos em combate, Anayr ergue-se...
pega na luz em forma de arco-íris e lança-a na direcção de cada monstro sanguinário!
Reduzindo-os  a cinzas, e salvando os seus amigos e o seu planeta, e colocando um final a tal batalha, 
fazendo desaparecer os monstros, para sempre.
De seguida, em redor de Anayr, ajoelharam-se todas as plantas,
animais e todos os Elfos...
Iryen que desmaiara, junta-se a Anayr no centro de todos!
Anayr apela a todos que se ergam, e continuem a festa, e todos atendem ao o seu pedido.
Anayr alcançara assim o que tanto ambicionava, a sabedoria de proteger o seu planeta, por meio da sua bondade,
pois além dos seus poderes a união de todos foi determinante na batalha.
E todos se tinha juntado derivado há sua bondade para com eles!
Quando Anayr e Iryen se deslocam para se juntarem há festa...
todas as árvores se unem e formam uma passadeira, até ao centro da festa.
No seu final e no centro da festa, encontrava-se um altar, constrúido por todas as flores, 
existentes no seu planeta.
No cimo do altar, encontrava-se Seda, transformado numa divinal bancada matrimonial!
Atrás de si estava João Ratão.
João Ratão, ratinho saltitão vestia-se como um padre!
Tudo convidava o casamento de Anayr e Iryen, e estes acatam a tal pedido...e caminham até ao altar.
Depois de todo o discurso de casório, feito por João Ratão que diz "casamentão"!
Seda coloca as alianças, 
feitas de raminhos de cor verde bem vivo e flores lilás, que dos seus braços tinha sido colhidas.

Chega então a hora do tão aclamado, beijo que sela o acto.
Os lábios de Anayr e Iryen tocam-se e de súbito a árvore da humildade, 
que havia morrido entre unhas e dentes de monstros sanguinários, volta há vida, ressuscita!
E tão verde como numa tinha estado antes.
O céu fica composto pelas tão famosas estrelas, sol e luas pequenas e o planeta é sobrevoado,
por um numero sem fim de arco-íris, que nascem em Elfos e terminam em cada flor.
Pelo ar vagueia um perfume de amor!


Gil Santos
22/10/2013

Baseado no tópicos fornecidos, pelas prof:Rute Ferro

"Planeta Mirabolante...
Noite de S.João...
Um jovem aventureiro...
Desejo do herói...
Monstros sanguinários...
Vitória por meio da sua bondade..."

sábado, 11 de Janeiro de 2014

ALMA NUA...

Acordar leve e tranquilo
Momentos de profunda afinidade
Depois de uma noite
De sorrisos, entre o acordar que se repete
E novamente adormece
Trás consigo a saudade.
Os lábios e a nudez
De espíritos despidos,
Gestos entres olhares
Abraços entre cada inalar
De oxigénio palpável.
Suspiros de almas
Que se tocam
Que se unem em uma só
Que se afagam
Entre o suor de um sonho de amor.
Como a túnica de seda
Que me arrepia
De tão leve, e tão doce.
Gestos...
São de uma tão inefável loucura
Que levam numa viagem que a alucinação emana
Envolto nas tuas asas de candura

O mundo é tão pequeno
E ao mesmo tempo tão grande
Tão eloquente e sereno
Porque se faz de uma hora
Um segundo que nada demora.
Querer mais do tempo
Fazer dele o momento,
A alma que se despe.

11-01-14


quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

boa noite...

Para ti eu desejo-te...
Os Sonhos mais lindos da noite.
E todos os teus sonhos realizados ao amanhecer.
É assim que se constrói as maravilhas do mundo.
Dizendo a quem é importante, que faz parte da eternidade.
Dos caminhos que andei... das pessoas que encontrei,
Tu és alguém que jamais esquecerei.
Que amanhã, ao abrir os olhos, sintas no teu coração,
Que a vida te espera de abraços abertos...
E que o teu brilho e a tua alegria, sejam renovados a cada dia da tua vida.
Estou aqui especialmente para te desejar uma tranquila noite...
Que a  vida te sorria sempre, porque tu és uma pessoa muito especial.
Pessoa linda... a noite chegou que ela te traga Paz e sono tranquilo.
Dizer boa noite não é simplesmente uma forma de terminar o dia, mas sim uma forma carinhosa de dizer que pensei em ti antes de dormir.
E agora que há uma real possibilidade de te encontrar nos meus sonhos, eu vou dormir.
O segredo de acordar sorrindo consiste na alegria de dormir feliz.


special box...:)

É de sonho...

É de sonho o silêncio que me envolve,
quando a muralha da vontade se ergue e me defende daquilo que já não sei dizer .
Já é madrugada e o frio agita o meu cabelo e abraço o sonho que a noite lançou sobre mim, num momento de perfeito equilíbrio entre o «eu» e o escuro que me envolveu .
Caiu sobre os meus ombros a chuva fria, lavou-me a alma e deixou no meu coração vestigios de sonho, de que é feito o abraço da noite .
É de ilusão a máscara que me protege o rosto, qual elmo que me defende daquilo que não quero ou contra o qual já não sei lutar .
É de fantasia a muralha que me aprisionou num silêncio que me isolou das palavras que ninguém entendia, talvez porque elas há muito morreram e estavam envoltas numa murtalha de sonho.
É de realidade a madrugada que lança sobre mim as primeiras luzes do amanhecer, trazendo de volta a vida que pulsa lentamente nas minhas artérias, preparando-me para mais um dia de sonhos de prata e de sorrisos de sonho, tão cheios de ...sonhos e sorrisos.
O dia corre no seu ritmo agitado, mostro a minha indiferença perante o tempo que se vai, que se escoa pelos meus dedos frios, que já não lutam para segurar as rédeas de tempos que correm, sem qualquer controlo como outrora.
Estou ausente, fui só ali aquela esquina, sonhar contigo!
Cai a tarde, cheia de luzes cintilantes que se tornam sonhos perante os meus olhos que brilham com o teu reflexo, e da minha boca surgem expressões que sem barulho, mansamente te adoram.
A tarde liberta-me do cansaço feito de correntes de ouro, de algemas que prendiam os meus gestos , e a minha força , o meu animo , e da qual a chave tu de mansinho te tornas-te.
Perdi a imensidão de nuvens gélidas que me cercava.
O sorriso em que se transformou a minha máscara de ilusão, permanece firme, isento de sentimentos pobres ou dores, fica ali, um sentinela que afasta olhares mais atentos ou mais curiosos.
E a noite chega de novo, acolhendo-me no seu seio de sonho, acolhendo em si a minha felicidade, a minha falta de vontade de continuar por caminhos tão secos, sem sonhos, a noite embala-me, eleva-me a mundos que só eu conheço, onde os sonhos se diluem no calor de mil sóis e eu sou enfim, sou livre.
Mas a noite é efémera e quando partir, o meu mundo encantado feito de sonho brilhante vai ressurgir...
Por isso acordem-me...
Ou deixem-me dormir...
Porque logo a manhã virá...
Porque logo a tarde virá...
Porque logo a noite virá...
E eu mais uma vez  em sonho estarei...
Envolto nos teus longos e infindos braços de sonho...
No teu corpo de sonho.


 special box...

terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

pássaro na janela....

Passo a noite com a janela do quarto aberta
E sem porta fechada
Espero um sinal de ti
Um sinal da flor perfumada.
A noite passa lentamente
E o meu pensamento lembra-te,
Docemente.
Olho a tua fotografia,
Sonho...
Olhos os teus olhos,
Saudade...
Recordo essa imagem que tanto vi,
Só Deus sabe o quanto queria um momento perto de ti...
O quanto as minhas mãos tremem,
Pensando no teu rosto...
O carinho que te tenho.
A manha vai chegando,
O sol sai rompendo,
O vento sopra o teu cabelo, 
Traz consigo o teu cheiro. 
A luz que irradia a tua face traz o brilho do teu sorriso. 
Nesta manhã um pássaro cantou na minha janela, 
Nesse canto trouxe o teu calor para aquecer o meu dia...
Trouxe as tuas palavras,
Tudo o que ensinas,
Tudo o que me fazes sentir....
Então, fez-se a alegria, trouxe um sorriso largo...
Quero sorrir todos os dias, 
Quero gritar para essa vida, 
Mostrar ao mundo o tamanho que tens, 
A beldade que tens, a doçura que te compõe...
Quero a alegria de poder fazer-te sempre sorrir...
De fazer-te sempre sorrir... 



special box...:)

segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013

rascunho do momento...



Pode o tempo passar...
As lembranças vão continuar dentro do coração;
pulsando com a saudade
Fazendo revolta a cada musica que tocar...
Fazendo o desejo de novamente sentir
fico louco, revolto,
Em cada bater de horas lentas, solitárias
Em mundos de imagens lendárias
que dentro de mim imagino, no desalento;
Preso ao meu pensamento...
que procura viver do que se foi um dia
E agora é suave poesia
Dentro dessa saudade, que vira melodia
Para deixar você bem mais perto da minha fantasia.

Saudade é não saber
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, Não saber como encontrar tarefas que lhe parem o pensamento, Não saber como parar as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche...


Os meus olhos conseguem expressar,
o que meu coração ,

nunca vai poder declarar....

 Gastamos muita energia e tempo mental
Com o tempo e dessa forma deixamos de estar mentalmente
O dia passa, a semana passa e a sensação é de que estamos parados no tempo, de que a vida não evolui, mas perdura...
Quando poderíamos caminhar...
 

segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

música

Hoje publico por aqui uma música, é verdade que já é bem velhinha, mas é linda!
Alêm de que têm uma letra fantástica.
Espero que disfrutem, eu adoro!



terça-feira, 20 de Agosto de 2013

pensamentos...

O sentir-se só, é um pouco complexo, muito derivado ao quotidiano da vida hoje em dia ou do actual estado da sociedade.
Vivemos numa época em que tudo tem um preço, mas nada tem valor!
Com isto todos nós acabamos por levar algumas pancadas da vida.
Seja por sentimentos, saúde ou simplesmente por um vago e natural momento, acabamos por passar um pouco por este pensamento.
Quantas vezes num simples momento a conduzir o nosso carro de regresso a casa, passamos o pensamento por lugares vazios da vida?
Olhando a estrada como se não tivesse um fim!
Das bermas ao prado no horizonte tudo se resume a pó, como um vazio completo existencial!
Quantas vezes nós não estamos no centro do mundo, levamos a mão pelo bolso dentro, e de lá retiramos a chave de um bom carro, um maço de notas perdido entre moedas soltas!
Mais um cigarro, inalando o seu fumo, e pensamentos!
No meio dos amigos que bebem mais uma cerveja como se a vida se resumi-se a isso, gritam ou dançam.
O nosso pensamento está sentado sobre a falésia, olhando o mar que não tem fim, nem fundo.
Observa-se o céu sem sol, lua ou estrelas, como se estivesse coberto por nuvens imaginárias em tons de cinzento.
Respira-se fundo, sonhos!
Congelam pensamentos, e as cicatrizes na pele, que a vida um dia nos tatuou, ficam vivas, jorram sangue em forma de lágrimas.
Quantas vezes não temos um desgosto de amor, o coração fica ferido, como que escorrendo dor e sangue pelas das nossas mãos, sem pedir licença, palpita em todo o corpo!
E entre um cigarro e outro, as lágrimas lavam um rosto ferido, o espaço em volta se reduz a nada, e refugiamos pelo nosso retiro em solidão...
Como se o mundo lá fora não existisse.
Quantas vezes não perdemos o pensamento, que tantos há no mundo, muito pior que nós?!
Quantas vezes não deveríamos dar valor ao que temos?
As pequenas coisas que tão grandes são.
Porque quantos há, que nem metade têm?...Esses sim, estão sós!
Vivemos num mundo em que: uns com tanto e outros com tão pouco.
E nós não somos os que estamos, em mais dificuldades, mas mesmo assim...
Quantas vezes não estamos no meio de tantos e nos sentimos sós?!



Este texto foi escrito, algures numa aula!
23-7-2013




domingo, 18 de Agosto de 2013

tempo

Percorrendo areias revoltas
Pelos dedos, que se entrelaçam nas algas
De águas agitadas
Olhando o oceano azulado,
Levanto o olhar avistando
O céu em tom aveludado.
O negro da noite veste
Todo o oceano,
Todo o céu,
Todo o meu corpo,
Restando somente a lua,
E as estrelas.
Num brilhar intenso
Que me deixa a alma nua.

Olho dentro de mim
Bem no fundo,
Solto uma voz profunda
Que arrepia o meu mundo,
Murmuro...
Com tal voz inquietante
Que se torna arrepiante...
É tempo de partir,
Tempo de voar...
Tempo de fugir...
Não vou ficar mais tempo.

É tempo de caminhar,
Tempo de outros trilhos,
Tempo contra tempo!
E quando a chuva da saudade
Afagar o meu rosto,
Talvez eu retorne
Em pensamento.
Talvez eu solte,
Um breve lamento...
Um breve instante.
Retomando uma nova forma
De caminhar,
Quero voltar a sonhar...
Solto os pés fincados no rochedo,
É tempo de respirar...
Agora é tempo de voar.


18-8-2013

domingo, 19 de Maio de 2013

MUNDOS EM CIRCULOS

Continuando num caminho que mais parece um circulo, cá estou eu sempre dando retorno ao mesmo principio!
Caminhando num mundo que não é meu, e que cada vez mais eu tenho certezas disso, os meus pés voltam sempre a afundar-se no mesmo pântano.
Procurando por um mundo que só existe na minha mente quando ela divaga fora deste mesmo onde sobrevivo, envolto entre paredes com janelas bem altas suspensas entre paredes com espinhos penetrantes, paredes que eu até acabo por escalar e subir em tais Janelas ,para sobre elas me sentar.
Sentado no alto sinto o vento no rosto, por vezes com vontade de me estalelar de volta ao mesmo pântano, outras porem com vontade de me empurrar fora deste.   

Realmente a vida é uma coisa engraçada, por mais voltas que dês, muitas vezes só retornas ao mesmo sitio, e tens mais do mesmo, as mesmas imagens, os mesmos medos, os mesmo fantasmas, decididamente o mesmo SUFOCO!
SUFOCO esse que te impede de decidir para onde darás o teu passo; isto quando te encontras num momento de sorriso intenso, e lá vêm (decididamente fazer este "ê"  é algo que que me irrita, mas depois de 50 tentativas, eis que sai o bichano) a mesma nuvem pra escurecer os teus dias.

Perco-me durante anos construindo um uniforme de defesa, construindo paredes há minha volta, na tentativa de me resguardar de tudo o que possivelmente poderá por o meu olhar por debaixo da pele dos meus pés, alagando os mesmos com águas em tons de vermelho.
Procuro até vestir o uniforme na tentativa de esconder cicatrizes que um dia me fizeram navegar por um mundo de escuridão imensa.
Por vezes até consigo tudo isto durante imenso tempo, e vivo caminhando ao sabor do vento, sem olhar a nada e sem nada me olhar.
Mas passado muito tempo sempre me pergunto, PARA QUE?
Porque passamos anos construindo coisas, que julgamos tão resistentes quanto um frio rochedo??...
Se tempo depois te deparas com seres que com um leve sopro ou o deslizar suave de um dedo tudo fazem desmoronar, e quando tu pensas que todo este tempo depois te tornas-te mais forte...
Ficas como que nu, indefeso sem tais proteções que julgavas resistentes.
 Quando abres os olhos-te vês um risco em circulo no solo e tu  bem no centro, em frente de ti tens um sol espreitando e com um raio tentando iluminar-te, e quando olhas atrás de ti tens a mesma, nuvem de escuro gélido e medonho, tentando alcançar-te.
E tu pálido no centro do circulo, sem ideias, sem atitudes, sem sonhos ou pensamentos...
Almejas o sol, queres-o para ti, viver o ser calor, sentir o seu raio afagando-te o rosto, queres caminhar na sua luz...
Sonhas viver o mesmo que vives-te enquanto levemente as tuas paredes era destruidas, momentos que nem notas-te, que te reconstruiram no mais belo silencio de escutar palavras mágicas vindas de um planeta esquecido.
Onde habita um vento que de mansinho fala palavras doces no teu ouvido, onde o sol te embala rumo ao mar e ás suas águas limpidas e puras, nas quais o teu rosto se afunda e vê um ranescer de dias novos, e tão mais belo.
Tão mais puros e delicados, tão mais verdadeiros!

Por outro lado está a nuvem, e consigo trás o medo, o medo.
O medo que tudo seja igual, que tudo seja da mesma forma!
E aqui vêm aquela sensação do passado, aquela sombra!
Que te faz não decidir, nada em frente nem atrás...
Deixando-te num impasse louco, dias sem fim, gaguejando para ti próprio sem palavras ou com medos de as pronunciar!  

Tempos de frases em círculos que não abandonam o seu progenitor, tempos de sorrisos seguidos de lágrimas, por algo que não se têm, e por incrivél que pareça sabemos que nunca vamos ter, pois foi feito pra muito mais que nós, merece muito mais!

Tempos de palavras que sufocam, dando um nó na garganta, trazendo consigo  um silêncio mudo que grita por dentro.

Tempos em que só queria dar um passinho, rumo ao que fosse o meu destino!
Mundos mudos que gritam em silêncio!




Agora deixo um cumprimento aqueles que
me criticavam "no bom sentido" 
por não escrever por aqui há tempos.
Pois bem meus amigos, disfrutem.
Certamente não era o tipo de escrita que esperavam, 
temos pena!
Este é o meu momento.
namasté
Gil Santos
19-5-13